FEIRAS DE TURISMO E A RELEVÂNCIA PARA OS DESTINOS
Segundo a OMT (Organização Mundial de Turismo),
o turismo no setor de viagens é caracterizado como fenômeno socioeconômico que
estuda o deslocamento temporal do fluxo de viajantes em determinadas áreas de
interesse ou de abrangência: cultural, de negócios, de lazer, dentre outros,
necessitando assim de empresas que organizem e ordenem essas ações, a fim de
desenvolver mercados diferenciados que beneficiarão a exploração planejada das
viagens de turismo.
No segmento
turístico, existem inúmeras formas de fazer negócios e comercializar produtos e
serviços, tanto os que são voltados para o consumo dos equipamentos, como é o
caso de: hotéis, restaurantes, cias aéreas e cruzeiros, quanto os chamados
produtos intangíveis, que proporcionam a experiência e todo sentimento que
envolve a venda de uma viagem, considerada para muitos, ainda, a realização de
um sonho.
Os agentes de
viagem estão sempre em busca de novos produtos para oferecer aos seus clientes,
e nas feiras de turismo encontram oportunidades de conhecer as novidades do
setor e serviços de qualidade como um diferencial competitivo no mercado,
independentemente do valor a ser investido.
As feiras
possibilitam excelentes pontos de networking entre todo o trade turístico e
fornecem informações específicas que dão suporte à exposição do produto e/ou
destino gerando oportunidades de negócios diretos e indiretos, visibilidade no
setor, influencia na hora da comercialização do operador de turismo e dos
agentes de viagem em relação ao público final e credibilidade da imagem que se
apresenta.
O destaque dos
grandes eventos do segmento são as importantes feiras de turismo que acontecem
durante o decorrer do ano em vários países, sendo o mercado Europeu o principal
deles. A Vakantiebeurs em Utrecht (Holanda) e a FITUR Madrid (Espanha) marcam o
início do calendário de cada ano.
A participação do trade brasileiro
torna-se cada vez mais expressiva, e não se
limita aos eventos em que a Embratur esteja presente, em razão de vários
fatores, principalmente econômicos, que impedem que a instituição possua stands
em todas as feiras do segmento, mesmo sendo o órgão máximo de promoção do país
internacionalmente. E isso torna alguns mercados prioritários apenas para
algumas regiões brasileiras, o que leva muitos destinos a realizarem de forma
independente a sua promoção.
Além dos
stands, sejam eles convencionais ou lúdicos, onde é exposto o produto de forma
ilustrativa e informativa, é possível proporcionar ao público a experiência do
destino com: apresentações de elementos culturais que enaltecem a identidade
local, degustação de frutas e/ou comidas típicas, mostras de artesanato,
simulações de passeios e outros. Outra forma de repassar a experiência do destino,
é por meio de capacitações dadas aos agentes de viagem com todas as
peculiaridades inerentes aos produtos/serviços que, mesmo que artificialmente,
transmitem a vivência da teoria aliada à prática.
As feiras
funcionam como uma espécie de cadeia de divulgação, onde o produto é visto
pelos vendedores (agentes de viagem) que por sua vez repassam ao consumidor
final (os turistas), que acabam influenciando outros a partir de suas
experiências vividas no destino. Dependendo do perfil da feira, que em alguns
casos são voltadas apenas para o público profissional, acontecem também rodadas
de negócios entre buyers e suppliers.
O grande
objetivo da participação é a visibilidade que a mesma oferece, para um produto
novo, que busca atingir um público considerável de pessoas e ainda não possui
demanda que o faça ser reconhecido como destino turístico relevante, mesmo que
possua um grande potencial, e da mesma forma para os que são consolidados e que
buscam permanecer fortes no mercado.
A feira é a
alternativa para que estes destinos sejam lembrados e comercializados e a forma
como esta exposição é feita é fundamental. O atrativo em questão ou destino
deve ser atraente aos olhos do público. As paisagens, sejam elas em fotos ou
vídeos de alta qualidade, se destacam nesses eventos e as experiências
proporcionadas também agregam valor ao produto.
Localidades
com um potencial ambiental destacado, que possuem características bem definidas
e estabelecidas a partir da existência de um reconhecido patrimônio geológico,
também ganham cada vez mais espaço nesses eventos de turismo, como um
verdadeiro diferencial.
Em um mundo
onde a busca por experiências nas viagens se tornou cada vez mais motivacional
para a tomada de decisão do destino, é possível compreender a proposta das feiras
de turismo e a necessidade de apresentação dessa experiência ao consumidor
final.
Nesse
contexto, toda e qualquer comercialização de serviços e produtos turísticos
necessita de visibilidade para o mercado que se pretende atingir.
As feiras de turismo seguem como uma das melhores vitrines para essa demanda. A
participação nelas, realizadas periodicamente em todo o mundo, é de
fundamental importância para a promoção de um destino turístico.
Confira abaixo as principais feiras de turismo
com participação do trade brasileiro:
EVENTO
|
LOCAL
|
MÊS
|
Vakantiebeurs Utrecht
|
Holanda
|
Janeiro
|
FITUR Madri
|
Espanha
|
Janeiro
|
The New Your Times
|
Nova Iorque, NY
|
Janeiro
|
ANATO
|
Bogotá
|
Fevereiro
|
SEATRADE CRUISE GLOBAL
|
Miami, EUA
|
Março
|
BTL
|
Lisboa
|
Março
|
ITB
|
Berlim
|
Março
|
MITT
|
Moscow
|
Março
|
IMEX
|
Franckfurt
|
Maio
|
ITB China
|
Shangai
|
Maio
|
FIEXPO
|
Santiago, Chile
|
Junho
|
JATA Tourism EXPO
Japan
|
Tóquio, Japão
|
Setembro
|
IFTM – TOP RESA
|
Paris
|
Setembro
|
TTG Incontri
|
Rimini, Itália
|
Outubro
|
FITPAR
|
Paraguai
|
Outubro
|
FIT
|
Buenos Aires
|
Outubro
|
WTM London
|
Londres
|
Novembro
|
IBTM
|
Barcelona
|
Novembro
|

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